Enfermagem na vacinação contra o Covid-19







Não dá para negar a  importância do trabalho dos mais de 2 milhões e trezentos mil profissionais de Enfermagem que brilhantemente têm atuado na linha de frente de combate a Covid-19, tanto na assistência direta ao paciente, quanto na vacinação. Esta recomendação visa garantir o máximo transparência e segurança, tanto para os pacientes quanto para os profissionais, evitando a exposição e acusações.


Para criar estratégias de busca ativa, os enfermeiros e técnicos de enfermagem seguem o calendário de vacinação preconizado pelo Ministério da Saúde por meio da Política Nacional de Imunização (PNI). Essa organização determina as vacinas a serem administradas, de acordo com a idade e outros fatores de risco, tendo como objetivo promover a erradicação de doenças.

As atividades de vacinação para Covid-19 representarão atividade extraordinária às rotinas de vacinação já existentes, demandando dos gestores municipais (responsáveis pela execução da atividade) planos de trabalho específicos, orientados pelas diretrizes de rotina do Programa Nacional de Imunização, que garantam a integridade e proteção específica de profissionais e usuários dos serviços de saúde.

O Manual de Normas e Procedimentos em Vacinação do Ministério da Saúde (Brasil 2014) estabelece que "as atividades de sala de vacinação são desenvolvidas por equipe de enfermagem, desde que treinada e capacitada para os procedimentos de manuseio, conservação, preparo, administração, registro e descarte dos resíduos resultantes das ações de vacinação".

O dimensionamento da equipe de imunização depende do porte do serviço de saúde e do tamanho da população adscrita àquele serviço.

A equipe mínima sugerida para a atividade é composta pelo enfermeiro e técnico ou auxiliar de enfermagem, sendo recomendado como ideal a presença de 2 vacinadores para cada turno de trabalho, conforme o porte do serviço de saúde, e tamanho da população sob sua responsabilidade. É de competência dessa equipe o manuseio, conservação, preparo, administração, registro e descarte dos resíduos bem como a avaliação e o monitoramento epidemiológico, porém cabe privativamente ao enfermeiro a supervisão do trabalho em sala de vacinação.

As salas devem ser destinadas exclusivamente à vacinação segura e de qualidade e que, o Programa Nacional de Imunização (PNI) define as peculiaridades necessárias, incluindo aspectos relacionados à estrutura física, equipamentos e insumos indispensáveis ao trabalho. Devem ser priorizados, quando possível, ambientes abertos.

EPI´s RECOMENDADOS: SALAS DE VACINA
  1. Máscara Cirúrgica (deverá ser trocada a cada 2 horas e sempre que estiver úmida ou suja);
  • Protetor Facial (Face Shield) ou óculos de proteção;
  • Avental Descartável para uso diário (1 por dia), podendo ser trocado em situações excepcionais, ou avental de tecido devendo ser higienizado diariamente pelo Serviço, evitando que o profissional leve o avental para a sua residência;
  • Luvas de Procedimentos: recomendada somente para indicações específicas como vacinadores com lesões cutâneas ou raras situações que envolvam contato com fluidos corporais do paciente ou que ele apresente lesões de pele no local da aplicação. Se usadas, devem ser trocadas entre os pacientes, associadas à adequada higienização das mãos.
  • Higienização das mãos: a cada vacinação com álcool gel 70% e a cada 05 (cinco) vacinações a lavagem com água e sabão.
  • Respirador PFF2/N95, recomendado para ambientes sem ventilação/circulação de ar adequada, para uso com pacientes institucionalizados ou confinados, como nas Instituições de Longa Permanência de Idosos – ILPI e estabelecimentos prisionais, ou que apresente o risco de aerossóis;

Acesse materiais de estudos sobre a COVID-19

A enfermagem é responsável por grande parte da divulgação referente à vacinação, principalmente no que tange à educação em saúde. Assim, os enfermeiros detêm o compromisso ético de informar a importância da vacina e dos públicos prioritários envolvidos. Além disso, convém reforçar as tratativas de equidade e universalidade na organização da campanha vacinal, para assegurar os princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS).





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