Saiba mais sobre o Enfermagem Intensiva







O profissional de enfermagem que trabalha em terapia intensiva deve possuir formação  para atender pacientes de alta complexidade e com grande dependência no leito. É responsável pela supervisão do grupo técnico e auxiliares de enfermagem, assim como pela higienização e pelo controle das medicações e prescrições. Tendo papel assistencial fundamental.

O enfermeiro intensivista tem uma importância vital na Terapia Intensiva porque ele está à beira leito e tem responsabilidade técnica por todos os seus colaboradores. Juntamente com eles, administra banho, curativos e medicações, fazendo a monitorização hemodinâmica do paciente. É ele que está sempre ao lado do paciente e sua família, é o mediador de tudo, braço direito do médico plantonista, fisioterapeuta e de todos os outros que trabalham na UTI. O objetivo de seu trabalho é promover a higienização e conforto do paciente, melhor qualidade de vida, minimização da dor, monitorização hemodinâmica e todas as outras intervenções que a Terapia Intensiva requer.

Por ser maior o tempo de permanência da(o) enfermeira(o) na unidade e por ser líder de uma equipe, fica sob sua responsabilidade a coordenação dos cuidados, a orientação e supervisão dos elementos da equipe de enfermagem, avaliação dos cuidados prestados e reavaliação contínua dos pacientes.

A(O) enfermeira(o) serve ainda como elo de ligação entre a família e o paciente, estabelecendo critérios para visita, orientando, colhendo e dando informações, com a participação médica, quando necessário. Veja alguns tópicos que retirarei daqui e sinaliza bem o trabalho da enfermagem:

Enfermeiro Coordenador:

  • Normatizar e fazer cumprir as normas e rotinas na unidade de terapia intensiva, de forma democrática, mantendo-as sempre atualizadas e disponíveis à equipe e estudantes;
  • Participar, em conjunto com a Coordenação de Enfermagem, na seleção dos técnicos de que irão compor o quadro da equipe de enfermagem da Semi-intensiva;
  • Confeccionar escala mensal do pessoal de Enfermagem Auxiliar/Técnico e Enfermeiro;
  • Confeccionar escala anual de férias da equipe de enfermagem;
  • Integrar a Semi-intensiva com os demais serviços da instituição, priorizando a ética profissional e zelando pelo trabalho multiprofissional;
  • Assessorar a direção do hospital nos assuntos referentes à sua área de atribuição;
  • Manter a equipe de enfermagem atualizada, organizando ciclos de atualizações, em consonância com a equipe Médica e registrando informes em livro de relatório;
  • Convocar e presidir reuniões com funcionários do setor, registrando cuidadosamente todos os assuntos discutidos em livro ata destinado exclusivamente a este fim;
  • Organizar, incentivar e participar de confraternizações em datas especiais e aniversários, de todos os membros da equipe;
  • Encaminhar comunicações de troca à coordenação de Enfermagem seguindo sempre as determinações desta;
  • Prever e prover os recursos materiais, garantindo uma assistência adequada, sem quebra da continuidade, registrando pendências ou problemas relacionados no livro de relatório;
  • Supervisionar o adequado uso dos recursos materiais;
  • Coordenar, supervisionar e avaliar periodicamente as atividades da equipe de enfermagem;
  • Supervisionar a arrumação do armário de reserva de medicamentos e materiais;
  • Supervisionar manutenção preventiva e limpeza de equipamentos de reserva;
  • Controlar saída e recebimento de materiais para manutenção ou reposição;
  • Manter lista de equipamentos existentes na unidade devidamente atualizada;
  • Zelar pela garantia da sistematização da assistência de enfermagem;
  • Providenciar a realização de exames complementares a serem realizados fora da instituição;
  • Ter resolubilidade frente aos problemas detectados para o bom funcionamento da unidade;
  • Fazer censo mensal;
  • Realizar relatório, anualmente e sempre que necessário, para a Coordenação de Enfermagem, documentando fatos, atividades e desempenho anual, sugerindo atitudes em conformidade com a equipe de enfermagem;
  • Estimular, facilitar e participar da elaboração de trabalhos científicos;
  • Zelar pela manutenção de comportamento ético, juntamente com todos os membros da equipe, frente a familiares e funcionários de outros setores do hospital;
  • Coordenar e supervisionar estágios de profissionais de saúde no seu serviço;
  • Prestar assistência direta ao paciente conforme necessidade do mesmo.

Enfermeiro Assistencial:

  • Realizar escala diária dos técnicos de enfermagem, para o período posterior;
  • Participar, em conjunto com o Enfermeiro Coordenador, no processo de avaliação dos técnicos do setor, e da seleção de novos funcionários;
  • Participar do processo de integração, junto aos demais serviços da instituição, priorizando a ética profissional e zelando pela unidade profissional;
  • Colaborar com a atualização dos profissionais que compõem a equipe de enfermagem;
  • Participar de reuniões, sempre que convidado;
  • Primar pela continuidade da passagem de plantão de forma sistematizada;
  • Realizar a evolução e prescrição de enfermagem de forma completa, precisa e legível;
  • Comandar, supervisionar e avaliar as atividades desenvolvidas pela equipe de técnicos de enfermagem no cuidado diário prestado aos clientes;
  • Prestar assistência de enfermagem de forma sistematizada;
  • Prestar cuidados diretos ao cliente, de maior complexidade técnica, que exijam conhecimento científico e capacidade de tomar decisões imediatas, com observância à legalização das ações e rotinas institucionais;
  • Manter familiares atualizados acerca da evolução clinica, com base nos princípios do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem;
  • Esclarecer aos clientes dúvidas e indagações necessárias;
  • Supervisionar e observar a realização de controles gerais, a cada 02 (duas) horas, ou antes, se necessário através da equipe de técnicos de enfermagem e/ou, estudantes, sistematicamente:
  1. Temperatura;
  2. Freqüência cardíaca;
  3. Freqüência respiratória;
  4. Pressão arterial;
  5. Pressão Venosa Central (a cada 04 horas), em clientes com acesso venoso central, e quando necessário;
  6. Líquidos infundidos via parenteral;
  7. Líquidos infundidos via enteral;
  8. Líquidos eliminados;
  9. Oximetria de pulso.
  • Providenciar a realização de exames complementares solicitados para o cliente;
  • Supervisionar e checar os aparelhos em uso e carro de emergência a cada período de trabalho e após uso diante de intercorrências;
  • Fechar censo diário à meia noite e abrir censo do dia seguinte;
  • Manter atualizado o livro de registro de clientes;
  • Realizar relatório diário das ocorrências do plantão;
  • Participar, estimular, colaborar e realizar trabalhos científicos;
  • Controlar entorpecentes;
  • Testar os aparelhos a cada período de trabalho e a cada preparo para utilização: desfibriladores; respiradores; eletrocardiograma; oxímetros;
  • Preparar e administrar medicamentos, atentando para possíveis efeitos adversos;
  • Zelar pela manutenção de comportamento ético, juntamente com todos os membros da equipe, frente a familiares e funcionários de outros setores do Hospital;
  • Prover o setor de recursos materiais quando necessários;
  • Prestar orientações após alta dos clientes;
  • Orientar e supervisionar os visitantes quanto à lavagem das mãos e cumprimento de medidas de controle de infecção hospitalar.
A enfermagem em Terapia Intensiva exige do técnico da especialidade, dentro de suas competências, o desenvolvimento de atividades fundamentadas em conhecimentos específicos e nos novos protocolos para o tratamento dos pacientes graves. O profissional precisa saber identificar o momento em que o paciente apresenta instabilidade hemodinâmica, para atuar em equipe numa Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP), identificar e acompanhar o avanço tecnológico.

Uma característica fascinante da profissão de enfermeiro intensivista é o local em que atuamos: a UTI. Mas quando falamos nessa área, muitos pensam que só vão atender pacientes terminais. E Terapia Intensiva não é isso. Muito pelo contrário: é quando queremos implementar o Suporte Avançado de Vida e todos os investimentos e tecnologias para o paciente que tem chances de sobreviver.

Esse E-book foi criado para ser literalmente seu guia prático na área de UTI. Será muito útil no seu dia a dia, pois cada conteúdo que você encontrar aqui foi pensado baseado na rotina de quem atua nessa área e está diretamente relacionado com a qualidade e a segurança do atendimento e da eficácia dos procedimentos realizados. Clique aqui e saiba mais!




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